Debate sobre psicopatologia amplia formação dos futuros psicólogos no UNIFEB
Mesa-redonda aproximou estudantes da realidade
profissional ao discutir diagnóstico, avaliação clínica e compreensão do
sofrimento psíquico
A formação em Psicologia exige não apenas conhecimento teórico, mas também a capacidade de compreender, com profundidade e responsabilidade, o sofrimento humano. Com esse propósito, o curso de Psicologia do UNIFEB (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos) promoveu uma palestra com o tema “Psicopatologia na prática clínica: diagnóstico e avaliação”, proporcionando aos alunos uma importante imersão em questões fundamentais da atuação profissional.
A atividade
foi conduzida pela professora Andreza Gagliardi Spagnol, psicóloga, docente
universitária e pesquisadora. Mestra e doutoranda em Psicobiologia pela USP,
ela leciona as disciplinas de “Psicopatologia”, “Psicologia: ciência e
profissão” e “Desenvolvimento Humano: processos de aprendizagem e memória” no
curso de Psicologia do UNIFEB.
Segundo
Andreza, a proposta do encontro foi promover uma reflexão sobre a importância
da psicopatologia na formação do psicólogo e suas práticas, especialmente no
que se refere à compreensão do sofrimento psíquico, ao cuidado com os processos
diagnósticos e à relevância da avaliação clínica.
Para
enriquecer o debate, o evento contou com a participação do Dr. André Ventura,
médico psiquiatra, docente e preceptor da FACISB, com sólida atuação clínica e
acadêmica. “Sua participação trouxe uma contribuição muito rica ao debate,
aproximando os alunos de questões fundamentais da prática profissional em saúde
mental”, destacou a docente. A coordenadora do curso de Psicologia do UNIFEB, Profa.
Ma. Ana Carolina de Lima Souza, e os alunos do 3º ano, Amanda Faloni Flávio de
Lima e Marcos Roberto Buzeto, também participaram da Mesa Redonda.
A escolha do
tema surgiu da necessidade de aproximar os estudantes de discussões centrais
para a formação em Psicologia. Andreza explica que a psicopatologia e a
avaliação não se restringem a um único campo de atuação, mas auxiliam o futuro
profissional a compreender melhor o sofrimento humano, os modos de
funcionamento psíquico e as diferentes demandas que podem surgir em diversos
contextos. “Buscamos ampliar o olhar dos estudantes para além da classificação
de sintomas, incentivando uma compreensão mais atenta do sujeito em sua
totalidade, considerando aspectos emocionais, relacionais, sociais e
contextuais”, afirmou.
A proposta
da mesa-redonda foi justamente favorecer uma reflexão mais humana, crítica e
próxima da realidade da profissão. A palestra também teve um papel importante
no fortalecimento da formação acadêmica dos alunos. De acordo com a docente, o
estudo da psicopatologia e da avaliação é essencial não apenas para a prática
clínica, mas também para áreas como contextos institucionais, educacionais,
sociais, hospitalares e de promoção de saúde. “Esses conhecimentos são
fundamentais para a escuta qualificada, para a análise das demandas
apresentadas e para uma atuação ética e comprometida com a complexidade do ser
humano”, ressaltou Andreza.
Entre os
principais aprendizados proporcionados pelo evento, destaca-se a compreensão de
que o diagnóstico não deve ser visto de forma isolada ou reducionista, mas como
parte de uma leitura mais ampla da pessoa e de sua realidade. Outro ponto
relevante foi a percepção de que a avaliação exige cuidado, escuta, observação
e reflexão, considerando não apenas sintomas, mas também história de vida,
contexto social, vínculos e experiências. Além disso, os alunos puderam
refletir sobre a importância dessas ferramentas em diferentes espaços de
atuação do psicólogo, ampliando a compreensão sobre o sujeito e as demandas
humanas em sua complexidade.
Andreza
também enfatizou o diferencial do formato adotado. “A mesa-redonda favoreceu um
espaço mais participativo, com diálogo, perguntas e envolvimento dos alunos, o
que torna o aprendizado mais significativo”, explicou. Segundo ela, esse tipo
de proposta contribui para que os estudantes não apenas recebam informações,
mas também reflitam, relacionem conceitos e construam uma visão mais crítica
sobre os temas discutidos.















