Leonardo da Vinci inspira debate interdisciplinar no UNIFEB em evento sobre Arte & Ciência
Atividade promovida pelo Núcleo de Apoio Cultural
reúne estudantes de Fisioterapia para refletir sobre a construção do
conhecimento e a compreensão do corpo humano
O NAC (Núcleo de Apoio Cultural) do UNIFEB (Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos) promoveu o evento “Arte, Ciência e Anatomia: contribuições de Leonardo da Vinci para o conhecimento do corpo humano”, com o objetivo de apresentar aos estudantes do curso de Fisioterapia que o processo de formação do conhecimento não é linear, mas sinuoso e ramificado, a partir dos estudos e das contribuições do renomado artista para a anatomia.
A atividade contou com a participação dos alunos do curso de
Fisioterapia e teve como palestrante o Dr. Valério Francisco Morelli Amaral,
engenheiro agrônomo, mestre em Química Medicinal e doutor em Ciências Naturais
pela UFRRJ. Atualmente, ele atua como consultor técnico em Cannabis medicinal e
foi coordenador da Plataforma Agroecológica de Fitomedicamentos do Instituto de
Tecnologia em Fármacos da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).
Durante o encontro, foram discutidas as contribuições de
Leonardo da Vinci, que se destacou no período do Renascimento por seus
trabalhos como cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor,
escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico. Entre suas importantes
contribuições para a anatomia está a descrição, com precisão milimétrica, da
curvatura da coluna vertebral e da funcionalidade das válvulas cardíacas,
séculos antes de a medicina moderna confirmar suas observações.
A Profa. Ma. Maria Clara de Oliveira Calil, coordenadora do
NAC, ressalta que “os estudos anatômicos de Leonardo da Vinci, realizados
durante o período do Renascimento, destacam-se pela precisão e pelo
detalhamento das estruturas corporais, que demonstram a importância da
observação cuidadosa e da representação gráfica como ferramentas fundamentais
para o avanço da arte e da ciência”.
O Prof. Joel Alves de Souza, também membro do NAC, destaca
que “o evento incentiva o pensamento crítico e reflexivo, ao demonstrar que a
ciência é construída a partir de múltiplas perspectivas e que o diálogo entre
arte e ciência pode potencializar a compreensão do corpo humano”. Segundo ele,
essa perspectiva contribui para o desenvolvimento de habilidades essenciais à
prática fisioterapêutica, como a análise detalhada das estruturas corporais, a
interpretação visual e a capacidade de correlacionar teoria e prática.
Para a Profa. Maria Clara, a iniciativa possui grande
relevância no contexto acadêmico por promover a integração entre diferentes
áreas do saber e estimular uma formação mais crítica e interdisciplinar dos
estudantes. “Iniciativas acadêmicas como esta fortalecem o ambiente
universitário ao promover a valorização da cultura científica e histórica,
ampliando o repertório intelectual dos estudantes e incentivando a curiosidade
investigativa”, afirma.









